quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Velho Zé (Não, não sou eu)






Publicado em 31 de dez de 2015

Segunda música de "Cactos EP" (2014). Pra ouvir o EP na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=KhK9c... Vídeo editado e produzido pela banda.

 - Levantou com pé direito Como há muito Astorga não viu Pegou o lencinho da sorte E rua afora saiu Mandou um abraço pro gaiteiro E feliz da vida sorriu A Vila estranhou O Velho Zé de paletó Gravatinha azul turquesa e tudo mais Rebolou pra dar o nó Seu par de meia tão doente Se curou, não ia ficar só Cinco meses descalço Sem ninguém pra se aconchegar O Velho Zé tava saudoso Esperando a Mé voltar Se apressou, não podia demorar Ela tava pra chegar Ele chegou na rodô Com um buquê de rosa na mão E qual não foi sua surpresa Na recepção Jorge Moura, o doutor Beijando Mé na saída do portão O tempo fechou Seu Zé pediu explicação "Simplesmente aconteceu", ela disse "Não tive a intenção" Jorge Moura ficou pianinho Só ouvindo a discussão Um bando de curiosos se juntou Pedindo retaliação O grito era um só "Ô Zé, derruba o cara no chão" Sem ação, Zé só pensou Nos meses de solidão Até que o sangue subiu e O velho decidiu agir Pegou sua bengala e mandou bala O povo todo a aplaudir Jorge Moura estatelado no chão Zé se pôs a fugir Tirou o paletó manchado e Atirou num matagal Sequer olhou pra trás Abandonou sua cidade natal Enquanto isso, Mé Levou o doutor ao hospital Nunca mais o povo soube Do Velho Zé Há quem diga que foi visto Jogando baralho em Santa Fé Mé não quer mais sair de casa Jorge Moura deu no pé - CACTOS É: Guilherme Mattar - guitarra/voz José Maltaca - bateria