quinta-feira, 6 de maio de 2010

Paisagem

Quero só apreciar a vista sozinho. Apenas ficar no ponto alto olhando tudo em volta. Não me misturar na paisagem, deixa ela quieta lá, só pra ficar olhando. E o tempo que passe, e o clima mude, e a noite chegue. Quero sentir o vento, o frio, o calor. Lá eu quero olhar a paisagem.

Desejo de isolamento

A falta de vontade faz bem, não sei pra quem.
Reclame
Reclame
Pessoas
Pessoas
Reclamam
Reclamam
E ninguém faz nada
Só reclama!
Só reclama!
Que desejo de arrumar uma salinha, sem porta e nem janela, mas que a Dona Clara não more nela. Eu quero me trancar, com um computador e um monte de serviço. Só saio de lá de noite. Ou quando for para me divertir. Ou quando for por suprir as necessidades diárias: banho, banheiro, comida, descanso. E que não tenha msn, nem rádio, nem telefone. Só quero serviço bem remunerado. Um serviço solitário. Um serviço que seja bom pra mim. Um serviço bem feito! E quanto menos eu precisar falar com alguém, melhor.

Não, não, não

É...
Não ocorrem idéias, só besteiras
Nada de bom pra falar
Melhor ficar quieto

Talvez seja o sono misturado com preguiça
Uma coisa em decorrência da outra
Tudo a mesma porcaria

Pensamentos negativos, esses não faltam
Que não seja nada de bom
O que se pode fazer é não dizer

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Firme que nem uma gelatina

A fé do nego véio, como anda?
Firme que nem uma gelatina.
Firme que nem maria mole.
Firme que nem caganera.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Hoje a nuvem negra está por perto

Cuidado com as coisas que vêm do inferno. Se quiser, não leia.

O que é ruim tem de sobra. Nunca se esqueça disso.

Em nome da arte eu escrevo.

Eu sei fazer você ter nojo.

Eu escrevo o que a maioria não quer ler. Mas eu desperto sentimentos nas pessoas.

Mesmo que sejam sentimentos ruins.

A vida não é só coisa boa. Eu vou te lembrar disso, e tu não vai gostar.

Em nome da arte, as coisas devem ser ditas, mesmo que malditas.

Hoje o espírito dessa música lembra você da morte que há de vir

A Fonte


Legião Urbana


Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

O que há de errado comigo
Não consigo encontrar abrigo
Meu país é campo inimigo
E você finge que vê, mas não vê

Lave suas mãos que é à sua porta que irão bater
Mas antes você verá seus pequenos filhos trazendo novidades

Quantas crianças foram mortas dessa vez?
Não faça com os outros o que você não quer
Que seja feito com você
Você finge não ver e isso dá câncer

Não sei mais do que sou capaz
Esperança, teus lençois têm cheiro de doença
E veja que da fonte sou os quilômetros adiante

Celebro todo dia
Minha vida e meus amigos
Eu acredito em mim
E continuo limpo

Você acha que sabe
Mas você não vê que a maldade é prejuizo
O que há de errado comigo?
Eu não sei nada e continuo limpo

Ao lado do cipreste branco
À esquerda da entrada do inferno
Está a fonte do esquecimento
Vou mais além,não bebo dessa água

Chego ao lago da memória
Que tem água pura e fresca
E digo aos guardiões da entrada
"Sou filho da Terra e do Céu"

Dai-me de beber, que tenho uma sede sem fim
Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
Me tira essa vergonha, me liberta dessa culpa
Me arranca esse ódio, me livra desse medo

Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
E esta é uma canção de amor
E esta é uma canção de amor