terça-feira, 27 de janeiro de 2004
sexta-feira, 23 de janeiro de 2004
sábado, 17 de janeiro de 2004
quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
Escrevi umas coisas,
Porque sou louco
Sou doente
E não sei mais o que fazer
O que eu entendo é de ócio
Isso é o meu prazer:
Não fazer nada
Nada sou
Procuro perguntas
As faço!
Acho respostas
Quando encontrarei o que não sei(?)
E que é aquilo que tem que ser?
Não,
Há vida
Essa move
O melhor pro momento é ficar parado
E não deixar levar pelas influências
Nada de prejudicial
Isolamento é necessário
Desculpem pessoas.
Um tempo, por favor!
Fecharei a porta e dormirei
Ao acordar pensarei em falar com vocês
"""""
Eu tenho amor platônico pela minha vida
Que vontade de te morder, te amassar, de te amar. Dormir abraçado contigo. Acordar contigo, dizer que te amo. Te fazer feliz. Tudo que eu quero é sonho. Mas é um sonho tão simples que chega ser impossível de realizar. Por que eu gosto dessa moça tão doce? Ah! Prefiro morrer do que viver sem essa felicidade sonhada! Será? Não vale a pena ser triste, mas não consigo viver sem paixão. Sou sentimental e é esse o meu problema?
"""""
De vez em quando, ainda me sinto criança. Quando criança, queria crescer logo porque achava que adultos podiam fazer tudo. É estranho ouvir pessoas me chamando de "senhor". Aqui tem pessoas que usam esse tipo de tratamento formal. Outra coisa estranha pe ver gurizada já com barba na cara me chamando de "tio". Tô ficando velho, vinte e cinco anos completos no dia dezesseis de janeiro de dois mil e quatro.
"""""
Eu tinha duas chaves e um guri, que nunca emprestava seus brinquedos, queria uma delas pra usar no seu carrinho. Na minha avaliação ele não merecia ganhar nenhuma chave porque era egoísta.
Uma guria que brincava comigo pediu uma chave. Eu dei a chave pra ela e ela deu a chave pra esse guri. Fiquei puto! Era pra ela ficar com a chave pra ela, porém ela argumentou que se a chave era dela, ela dava pra quem ela quizesse (a chave - cabeças pervertidas). No meu entendimento, o presente era meu e a minha vontade não foi respeitada, porque o presente significava a amizade e os sentimentos que eu tinha por ela, além de tudo que havíamos vividos juntos em nossas curtíssimas vidas.
Para ela a chave era um objeto sem valor. Tirar a chave de mim significava dar uma lição de moral em mim, que estava agindo como um egoísta. De qualquer forma, iria fazer o piá brincar feliz.
Pensei primeiro que ela gostava mais do guri que de mim, depois pensei que ela fez isso por pena do guri. Eu de qualquer forma não gostei, porque o guri tinha que sofrer pra aprender a me respeitar e emprestar suas coisas também.
Eu tinha seis anos e nunca esqueci disso.
"""""
Quer escrever?
Escreva, mas não publique assim, de cara, o que tu escrever, no desepero de desabafar. Pode ser bom, mas na maioria das vezes só sai merda.
Quantas vezes senti aflição, confusão e tentei descrever o que sentia? Não sei. Sei que quando li esses textos, depois de passada a tempestade, notei que havia escrito um monte de bobagens.
Por isso, não gosto que ninguém leia meus textos enquanto escrevo, porque posso estar cometendo um erro e parecer um imbecil.
Digamos que, quando escrevo é um estado de exposição, como se estivesse pelado ou me pelando.
Tenho muita vergonha de me expor, e dou um certo tempo para publicar o que penso, porque depois, pra mim, o escrito virou coisa do passado.
Ao passar do tempo, consiga mais argumentos para se defender da crítica, por exemplo: "esse texto é tão velho que nem lembro mais por que escrevi".
"""""
Porque sou louco
Sou doente
E não sei mais o que fazer
O que eu entendo é de ócio
Isso é o meu prazer:
Não fazer nada
Nada sou
Procuro perguntas
As faço!
Acho respostas
Quando encontrarei o que não sei(?)
E que é aquilo que tem que ser?
Não,
Há vida
Essa move
O melhor pro momento é ficar parado
E não deixar levar pelas influências
Nada de prejudicial
Isolamento é necessário
Desculpem pessoas.
Um tempo, por favor!
Fecharei a porta e dormirei
Ao acordar pensarei em falar com vocês
"""""
Eu tenho amor platônico pela minha vida
Que vontade de te morder, te amassar, de te amar. Dormir abraçado contigo. Acordar contigo, dizer que te amo. Te fazer feliz. Tudo que eu quero é sonho. Mas é um sonho tão simples que chega ser impossível de realizar. Por que eu gosto dessa moça tão doce? Ah! Prefiro morrer do que viver sem essa felicidade sonhada! Será? Não vale a pena ser triste, mas não consigo viver sem paixão. Sou sentimental e é esse o meu problema?
"""""
De vez em quando, ainda me sinto criança. Quando criança, queria crescer logo porque achava que adultos podiam fazer tudo. É estranho ouvir pessoas me chamando de "senhor". Aqui tem pessoas que usam esse tipo de tratamento formal. Outra coisa estranha pe ver gurizada já com barba na cara me chamando de "tio". Tô ficando velho, vinte e cinco anos completos no dia dezesseis de janeiro de dois mil e quatro.
"""""
Eu tinha duas chaves e um guri, que nunca emprestava seus brinquedos, queria uma delas pra usar no seu carrinho. Na minha avaliação ele não merecia ganhar nenhuma chave porque era egoísta.
Uma guria que brincava comigo pediu uma chave. Eu dei a chave pra ela e ela deu a chave pra esse guri. Fiquei puto! Era pra ela ficar com a chave pra ela, porém ela argumentou que se a chave era dela, ela dava pra quem ela quizesse (a chave - cabeças pervertidas). No meu entendimento, o presente era meu e a minha vontade não foi respeitada, porque o presente significava a amizade e os sentimentos que eu tinha por ela, além de tudo que havíamos vividos juntos em nossas curtíssimas vidas.
Para ela a chave era um objeto sem valor. Tirar a chave de mim significava dar uma lição de moral em mim, que estava agindo como um egoísta. De qualquer forma, iria fazer o piá brincar feliz.
Pensei primeiro que ela gostava mais do guri que de mim, depois pensei que ela fez isso por pena do guri. Eu de qualquer forma não gostei, porque o guri tinha que sofrer pra aprender a me respeitar e emprestar suas coisas também.
Eu tinha seis anos e nunca esqueci disso.
"""""
Quer escrever?
Escreva, mas não publique assim, de cara, o que tu escrever, no desepero de desabafar. Pode ser bom, mas na maioria das vezes só sai merda.
Quantas vezes senti aflição, confusão e tentei descrever o que sentia? Não sei. Sei que quando li esses textos, depois de passada a tempestade, notei que havia escrito um monte de bobagens.
Por isso, não gosto que ninguém leia meus textos enquanto escrevo, porque posso estar cometendo um erro e parecer um imbecil.
Digamos que, quando escrevo é um estado de exposição, como se estivesse pelado ou me pelando.
Tenho muita vergonha de me expor, e dou um certo tempo para publicar o que penso, porque depois, pra mim, o escrito virou coisa do passado.
Ao passar do tempo, consiga mais argumentos para se defender da crítica, por exemplo: "esse texto é tão velho que nem lembro mais por que escrevi".
"""""
Não acha que os homens são perversos ao falar sobre as mulheres na ausência delas? Não se engane, meu amigo, já vi do que elas são capazes de falar sobre homens.
Tem uma certa diferença ao tocar nesse tipo de assunto: os homens só falam perversidades sem a presença das mulheres, estas não; falam perversidades sobre homens, mesmo quando um deles está por perto.
Num lugar que eu trampava, era o único do meu setor que conversava com pessoas de outros setores da empresa.
No meu setor, a diversão deles era, no fim de semana, cada um pegar o seu micro e ir pra casa de alguém passar os dias de descanso jogando (joguinhos de computador) em rede.
Um dos caras teve a primeira transa aos vinte e um anos com uma prostituta. Dizem "as boas línguas" que o rapaz nunca tinha visto mulher na vida, digamos, nunca tinha, ao menos, ficado com uma guria. Então, se reuniram numa cervejada, foram pra zona, largaram o cara com uma puta, e daí fudeu.
Buenas, na hora do almoço, após a sagrada reifeição, sentávamos nos bancos do pátio da firma.
O grupo era mais ou menos assim: a mulherada, de vez em quando umas bibas, eu. Não tenho preconceito, mas quando a mulherada não tava, eu não ficava conversando só com os viados, porque além de pegar mal, viado não conversa nada que preste.
Nunca era de falar muito, e ficava quieto quando a mulherada começava com aqueles papos sobre roupas, sapatos, cabelos... (Afinal de contas, que é que esse assunto tem a ver comigo? O que me interessa isso?). Quando a conversa era festa, bebedeira, comportamento, cinema, livros, vida, filosofia, saúde, doença, família, amigos, profissão, chefes, empregos e outras coisas, minha participação era maior.
Algumas vezes ouvi a mulherada falando em "devorar homens". Elas gostavam duma festa "Mulher brasileira", onde a mulherava entrava e ficava até meia noite bebendo sem pagar, depois, os homens entravam e elas só queria saber "de se amar". Não era só isso, falavam do porte físico dos caras, "os gatinhos". Até quando um limpador de bueiro foi desentupir uns ralos do pátio, elas ficaram se fresquiando. É nojento falar disso, por isso vou a parte que interessa contar.
A que tinha orgulho do seu macho (o cara fazia motocross, empinava a moto com ela na garupa e o diabo a quatro) pré-supôs que eu queria ficar com uma delas e que essa não iria ficar comigo porque eu não me puxava pra ser "fodão".
Durante o trabalho, uma delas veio falar comigo:
- Vai demorar muito pra ti consertar o meu micro?
- Não, é só passar o anti-vírus, remover esse programa, reinstalar isso aqui... blá, blá, blá e pronto!
- Tu é estágiário aqui?
- Não, sou técnico contratado.
- Tem namorada.
- Não.
- Tem carro?
- Não.
- Moto?
- Não.
- Por isso que tu não tem namorada: sem carro, sem moto...
- É, preferi gastar minha grana com estudos, por isso não tenho condução própria.
- Que curso tu faz?
- Engenharia Eletrônica.
- É, mas sem carro e moto é difícil conseguir uma namorada.
- Eu sei. Infelizmente essa mulherada é fútil. O que importa pra elas é se o cara tem grana, carro, motos, status ou qualquer coisa desse tipo. - e emendei- Se uma mulher quiser ficar comigo, vai ter que gostar de mim como eu sou, porque não estou preocupado com essas coisas.
- É, nada a ver esse negócio que eu te falei, eu tava brincando. É claro que tu vai ter uma namorada...
Era um local onde haviam mulheres oferecidas até. Uma tinha um namorado, o qual, já havia trabalhado comigo numa outra empresa (ele não era meu amigo), mas ela não sabia disso, e mesmo com a foto do corno na mesa dela, a descarada ficava se jogando pra mim. Era bem aproveitável até, mas não rolava porque eu não tenho vocação pra "ricardão" e é um tipo de situação que não quero pra minha vida.
É, tá achando que elas são queridinhas, cuidado. Há por aí umas que são foda!
Apesar dos tempos serem outros, com mulherada caçando, se insinuando, e se reunindo pra cativar a perversidade, tem gente que ainda acusa os homens, como se só nós fôssemos "os sem vergonha". É claro que não é bem assim. Além de tudo, existem aquelas garotas por quem vale a pena se apaixonar. (Por que será que eu não encontrei nenhuma?)
Tem uma certa diferença ao tocar nesse tipo de assunto: os homens só falam perversidades sem a presença das mulheres, estas não; falam perversidades sobre homens, mesmo quando um deles está por perto.
Num lugar que eu trampava, era o único do meu setor que conversava com pessoas de outros setores da empresa.
No meu setor, a diversão deles era, no fim de semana, cada um pegar o seu micro e ir pra casa de alguém passar os dias de descanso jogando (joguinhos de computador) em rede.
Um dos caras teve a primeira transa aos vinte e um anos com uma prostituta. Dizem "as boas línguas" que o rapaz nunca tinha visto mulher na vida, digamos, nunca tinha, ao menos, ficado com uma guria. Então, se reuniram numa cervejada, foram pra zona, largaram o cara com uma puta, e daí fudeu.
Buenas, na hora do almoço, após a sagrada reifeição, sentávamos nos bancos do pátio da firma.
O grupo era mais ou menos assim: a mulherada, de vez em quando umas bibas, eu. Não tenho preconceito, mas quando a mulherada não tava, eu não ficava conversando só com os viados, porque além de pegar mal, viado não conversa nada que preste.
Nunca era de falar muito, e ficava quieto quando a mulherada começava com aqueles papos sobre roupas, sapatos, cabelos... (Afinal de contas, que é que esse assunto tem a ver comigo? O que me interessa isso?). Quando a conversa era festa, bebedeira, comportamento, cinema, livros, vida, filosofia, saúde, doença, família, amigos, profissão, chefes, empregos e outras coisas, minha participação era maior.
Algumas vezes ouvi a mulherada falando em "devorar homens". Elas gostavam duma festa "Mulher brasileira", onde a mulherava entrava e ficava até meia noite bebendo sem pagar, depois, os homens entravam e elas só queria saber "de se amar". Não era só isso, falavam do porte físico dos caras, "os gatinhos". Até quando um limpador de bueiro foi desentupir uns ralos do pátio, elas ficaram se fresquiando. É nojento falar disso, por isso vou a parte que interessa contar.
A que tinha orgulho do seu macho (o cara fazia motocross, empinava a moto com ela na garupa e o diabo a quatro) pré-supôs que eu queria ficar com uma delas e que essa não iria ficar comigo porque eu não me puxava pra ser "fodão".
Durante o trabalho, uma delas veio falar comigo:
- Vai demorar muito pra ti consertar o meu micro?
- Não, é só passar o anti-vírus, remover esse programa, reinstalar isso aqui... blá, blá, blá e pronto!
- Tu é estágiário aqui?
- Não, sou técnico contratado.
- Tem namorada.
- Não.
- Tem carro?
- Não.
- Moto?
- Não.
- Por isso que tu não tem namorada: sem carro, sem moto...
- É, preferi gastar minha grana com estudos, por isso não tenho condução própria.
- Que curso tu faz?
- Engenharia Eletrônica.
- É, mas sem carro e moto é difícil conseguir uma namorada.
- Eu sei. Infelizmente essa mulherada é fútil. O que importa pra elas é se o cara tem grana, carro, motos, status ou qualquer coisa desse tipo. - e emendei- Se uma mulher quiser ficar comigo, vai ter que gostar de mim como eu sou, porque não estou preocupado com essas coisas.
- É, nada a ver esse negócio que eu te falei, eu tava brincando. É claro que tu vai ter uma namorada...
Era um local onde haviam mulheres oferecidas até. Uma tinha um namorado, o qual, já havia trabalhado comigo numa outra empresa (ele não era meu amigo), mas ela não sabia disso, e mesmo com a foto do corno na mesa dela, a descarada ficava se jogando pra mim. Era bem aproveitável até, mas não rolava porque eu não tenho vocação pra "ricardão" e é um tipo de situação que não quero pra minha vida.
É, tá achando que elas são queridinhas, cuidado. Há por aí umas que são foda!
Apesar dos tempos serem outros, com mulherada caçando, se insinuando, e se reunindo pra cativar a perversidade, tem gente que ainda acusa os homens, como se só nós fôssemos "os sem vergonha". É claro que não é bem assim. Além de tudo, existem aquelas garotas por quem vale a pena se apaixonar. (Por que será que eu não encontrei nenhuma?)
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