quarta-feira, 19 de junho de 2002

17/06/2002
Fui ver Los Hermanos no Manara em Porto Alegre, cumprimentei o vocalista da banda. Os caras parecem ser gente boa. Gostei do Show. Não tocaram Ana Júlia. Lamentei o fato de não conseguir comprar o CD da banda na saída. Não tinha mais, venderam tudo por 15pila cada.

Rascunho de dissertação sobre DROGAS

Drogas ilícitas são o assunto do momento, ou melhor, sempre foram desde alguns anos atrás até agora. Não ouvia falar muito nisso, também não pesquisei muito a respeito. Porém, apesar desse fato, tenho uma opinião sobre esse problema.
O povão das favelas não tem dinheiro e vive com dificuldades. O governo não ajuda, a sociedade não faz nada, aliás, até ajuda a excluir as pobres almas carentes. É sabido que quando o ser humano se sente recuado é capaz de qualquer coisa para sobreviver. Então, sob essas condições, acontece o fornecimento de mão de obra para o tráfico.
O consumidor do produto pode ser de qualquer ponto da pirâmide social. Quando pobre, ou classe média, este se transforma até em bandido para sustentar o vício. Em número reduzido, ocorre o mesmo no topo da sociedade, onde o consumidor tem melhores condições financeiras.
Droga, sob certo ponto de vista, é um bom negócio, pois não paga imposto, tem um grande mercado consumidor, o qual aumenta. Isso se dá progressivamente, pois para sentir o mesmo efeito das primeiras vezes, o usuário tem que aumentar a dose.
Como é que um negócio desses cresceu tanto nos últimos anos? Tem alguma coisa errada aí. Está certo que os malucos estão soltos por aí querendo dar uma cheiradinha ou uma fumada. A questão é que por trás disso, existem assassinos, empresários e governantes. Sei que não nasci ontem, apesar de uma mente otimista e utópica, a coisa não é fácil de resolver.


quinta-feira, 6 de junho de 2002

Gosto quando gostam do que eu escrevo, pois é sempre bom receber elogios.
Escrevo porque gosto, e agora me sinto responsável por escrever, porque
tem sempre alguém para ler. Leiam, espero que gostem. Estou pensando em
como vou contar mais coisas. Mas agora tá chegando final de semestre e
estou preocupado com a escola. Dentre outras coisas, tenho que conseguir
um emprego logo, porque cursar faculdade depende do meu dinheiro. Estão
difíceis as coisas para mim, tenho que dar um jeito. Estou pensando em
reservar um tempo fixo, como por exemplo, todo sábado à tarde, para es-
crever no blog. Se isso se concretizar, toda a semana haverá, com certeza
alguma coisa nova para vocês lerem.

Aviso:
Gostaria de avisar o pessoal que me liga pro meu celular, que nem sem-
pre poderei atendê-los bem. Tenho alguns compromissos e coisas que ocu-
pam meus pensamentos enquanto atendo o telefone. Isso, além de outras
coisas, pode fazer com que eu fale algumas besteiras, ou atenda com um
certo desânimo, ou com uma certa euforia. Nem sempre pareço a mesma
pessoa no telefone. Peço desculpas a qualquer pessoa que tenha ligado
para meu número e não tenha sido bem atendida. Vocês sabem quem são.

P.S.: É que ás vezes não dá. Tem dias que eu tô atucanado. Tem horas
que tô calmo. Tem coisas... e... mais coisas. Entende?


Pois é, lembre-se: educloss@yahoo.com.br

Obrigado, mesmo assim gosto de receber ligações inusitadas.

segunda-feira, 27 de maio de 2002

Gostaria de mencionar apenas que certos leitores dos meus textos poderão se chocar com a forma de linguagem que utilizo em certos textos. Não censurei certas coisas, porque não teriam o mesmo efeito. Mensionei nomes de estabelecimentos comerciais da cidade de Novo Hamburgo, lugar onde moro. Minha intenção, com isso, é mostrar o cenário onde as histórias acontecem - como se as mesmas fossem reais. Se alguém não gostar, por favor, entre em contato.

domingo, 26 de maio de 2002

Histórias Podres



Happy End


Os dois caras, antes de sair para qualquer lugar, iam sempre comer xis e beber ceva.
Mosquito e Farinha, respectivamente com 15 e 17 anos, certa vez, decidiram curtir a noite de uma sexta-feira. Eram meados de 1994, os dois iriam entrar no Happy End, uma casa noturna para dançar, beber, e se divertir. Pois bem, entraram.
Farinha, mais baixo, magro, cabelo padrão usava roupas padrão (camisa, calça, sapato). Mosquito, alto, magro, cabeludo vestia uma jaqueta jeans desbotada, calça jeans, camiseta do Iron Maiden e um tênis preto.
Mosquito estava na fase de recém fumante, estava no começo do vício. Farinha dava as suas tragadas de vez em quando, mas não viciou no cigarro.
Novo Hamburgo estava vazia, aquela era atípica noite de sexta-feira, o local não estava lotado como sempre, vários casais dançando na pista de dança. Poucas mulheres solteiras. Os dois estavam fudidos, sabendo do fracasso inevitável, começaram a beber. E dê lhe ceva. Observação: Como é que deixaram dois guri de menor entrar? Pela lei isso não é permitido, mas os caras não queriam saber, pagando qualquer um entra. Os dois eram fisicamente privilegiados, isso também é um fator a se considerar.
Os dois estavam bêbados e a imaturidade começou a se manifestar:
- Cara, tava pensando numa coisa...
- Que coisa? - perguntou Farinha
- Que que tu acha da gente dar uma banda lá na pista e passa a mão na bunda daquelas guria?
- Mosquito, sabe que é uma boa idéia?
- Vamo lá?
- Vamo.
Então Farinha foi na frente. Os dois estavam se fazendo de louco e dançavam, chegaram em algumas minas e não faturaram. Farinha começou passando a mão de leve numa bunda. Mosquito observou que não havia ocorrido reação negativa daquele fato ter acontecido sem a devida autorização da dona da bunda, e seguiu o exemplo do amigo. Farinha começou a se entusiasmar, e cada vez que passa perto da bunda de alguma mina, ele começava a passar a mão cada vez mais forte, apertando aquilo com gosto. Mosquito concluiu que devia parar, aquilo estava ficando perigoso, e pensou que não era legal passar a mão na bunda das minas. Farinha, bêbado demais para pensar, viu a melhor bunda da festa na sua frente, não resistiu, enfiou a mão bem no fundo, deve Ter passado a mão lá na buceta da guria e puxou passando pelas nádegas. A guria chegou até a levantar quando o fato ocorria. Mosquito chegou para Farinha e falou:
- Cara, passar a mão na bunda das guria não é legal, elas não gostam. Se agente tivesse ficado com alguma garota, ou isso fosse uma zona, tudo bem. Bah, que merda que agente fez?
- É, vamo bebê.
Subiram até os camarotes, onde não haviam mesas reservadas, pegaram uma mesa vazia, uma cerveja e dois copos. Começaram a comentar os fatos:
- Sabe que tinha umas que até gostavam quando eu passava a mão?
- Pior que é – disse Farinha – mas tinham outras que não gostaram muito. Tu viu a última que eu enterrei a mão?
- Vi, e sabe duma coisa, essa não gostou, mas ela tinha uma “senhora bunda”.
- Que bunda, essa mão aqui é que sabe!
Enquanto isso, a dona da “senhora bunda” relata os fatos ao namorado, que mijava enquanto sua namorada levava uma mão no rabo. Este indignado pergunta:
- Tu viu onde esse cara foi?
- Ele subiu lá em cima com um cabeludo.
O namorado da garota virou macho. Pegou a garota:
- Me mostra quem é o cara, que ele vai ver o que é bom!
Chegando na frente da mesa o macho começou a apertar. Viu Mosquito com os cabelos soltos na cara, um cigarrinho na boca, a maior pinta de marginal atirado naquele camarote. Do outro lado da mesa, Farinha, com aquela cara de normal.
Então, após um vacilo, o cara relativamente cagado estava com a sua situação complicada. Ele tinha que tomar alguma atitude. Chegou para o Farinha:
- O cara, tu que passou a mão na minha guria?
- Sim.
- É mas ela não gostou, sabia?
- Não.
- Eu só não te quebro a cara, por causa da minha mina.
Mosquito, ciente da situação, já olhava a garrafa de cerveja como uma arma. Tá certo que eles estavam errados, mas jamais deixaria o amigo apanhar.
- Ah, é? Tá certo então. – respondeu como se tivesse sangue de barata.
- E não faz mais isso, tá ligado. Isso vai ficar na mente.
- Pode crê.- deu uns tapinhas no ombro do cara, como se fosse amigo dele.
O cara ficou encarando ao mesmo tempo em que ia saindo devagarinho.
- Que foi que o cara disse? – perguntou Mosquito.
- Ah, ele veio tirar satisfação, mas eu acho que ele apertou quando viu que não podia. O cara veio se fazer de macho pra guria.
- É um cagado, porque ele não te bateu? Se fosse macho mesmo, ele te batia e não tava nem ai.
- Eu sei que podia com o cara, mas ele tava com a razão.
- Pra mim não interessa, se eu visse tu apanhando ia voar essa garrafa na cabeça do magrão.
Mosquito, acendeu mais um cigarro, faziam uma pausa. Olhavam as pessoas dançando lá embaixo. Não havia o que fazer naquele lugar. Eles já haviam queimado o filme com rolo e tudo. Farinha tomou o resto da cerveja. Decidiram ir embora. Foram até o paradão esperar o primeiro ônibus. Ao chegar no local deitaram nos bancos.
Mosquito sentiu necessidade de cagar. Ele havia comido antes de sair de casa, depois, comeu mais um xis. Com toda aquela caminhada, barriga cheia, o processo da digestão:
- Bah, to cuma vontadi di cagá!
- Vai no banheiro público - falou Farinha.
- Não dá tempo, e papel.
- Papel tem ali.
- Essas folha de propaganda de curso de sei lá o quê nesses banco. Vo pegá isso aqui mesmo.
Mosquito olhou para uma rua perpendicular ao paradão e foi. Viu uma garagem dum prédio, o local estava escuro. Chegando lá arriou as calças e cagou na frente do portão da saída de veículos. Limpou o cu e jogou o papel cagado em cima da merda. Farinha, na mesma rua, dava uma mijada num muro enquanto vigiava para ver se ninguém iria pegar o amigo no flagra. Nada aconteceu; voltaram ao paradão. Ao amanhecer, a brigada militar passou pelo local encarando. Só os dois atirados nos bancos. O ônibus chegou e foram embora.


Aniversário da vovó

Mosquito (20) encontrou o primo Bergamota (21) no aniversário da vovó. A festa ocorria na Sociedade Fraternal, ali perto da Sinoscar de Novo Hamburgo. Era Sábado. Depois de ter comido, posado para as fotos junto com os primos, batido uns papos com os tios e aquela coisa toda de aniversário. Bergamota sugere a Mosquito, que os dois deveriam dar umas voltas. Mosquito topou. Bergamota pegou a fiorino da firma da mãe dele. Os dois saíram.
Bergamota falava as novidades:
- Comi uma mina lá na praia. Muito gostosa...blá, blá, blá.
- Vamo tomá uma ceva?
- Cerveja boa é cerveja cara! Vamo lá no valão.
Os dois foram pro Candieiro, um puteiro perto da Fenac, na Nações Unidas.
Chegando lá sentaram numa mesa. Duas prostitutas sentaram ao lado dos dois.
Mosquito estava com uma moreninha coxuda e peituda. A outra puta era mais velha e estava do lado de Bergamota. A moreninha chegou e colocou uma das pernas no colo do Mosquito. Este já abraçou com o braço esquerdo, enquanto o direito já apalpava os peitos. A puta velha queria ceva. 10 pila, três latinha.
Ficaram conversando, enquanto isso, bergamota olhava admirado o primo que tentava enfiar a mão na buceta da mulher, mas não conseguia porque ela pegava a mão dele e afastava. Isso de ser uma técnica de puta, ou seja, deixar passar a mão nos peitos, na bunda, nas coxas, dar umas lambidinhas no ouvido do cliente de vez em quando, além de dar risadinhas, chamar de meu amor, dançar esfregando a bunda no pau do cara, sem tirar a roupa é claro. Bergamota dançava com a puta velha. Mosquito recebeu a proposta da puta que o deixou de pau duro: “30 pila, completo”. A puta velha pediu 50. Os dois estavam fodidos. Saldo total = 20. Os dois queriam fudê, porém sem dinheiro nada feito. Duas e pouco, ou três da madrugada. As putas entram num táxi, e convidam os dois para ir no Bonanza. Os dois não tinham nem 15 pila pra entrar no Bonanza onde a bebida era liberada.
Decidiram ir embora. Foram dar uma volta na avenida Independência em São Leopoldo. Pararam num bar e beberam os 20.
Bergamota tinha maconha no carro, depois de bêbados, os dois pegaram ruas pouco movimentadas da Feitoria e de Lomba Grande. Mosquito esmurrugava a mercadoria, depois enrolou, e os dois fumaram o charuto que tinha a grossura de um dedo mínimo. Muito chapado e muito bêbado, Bergamota pergunta:
- Tá afim de dirigir?
- Tô tirando carteira.
- Não faz mal, tu sabe dirigir?
- Sei.
- Dirige?
-Tá bom, eu dirijo.
Mosquito conseguiu andar a 40Km/h em terceira. Rua deserta e tal.
- E ai, dirijo bem?
- É, tu vai ser um bom motorista! Deixa eu te mostrar agora como é que se faz.
Bergamota voltou ao volante e meteu 130Km/h no ponteiro.
O outro sentado ao lado só pensava em como seria morrer se seu primo perdesse o controle na rua da integração. O que será que sairia no Jornal NH no outro dia? Ele imaginava como seria a notícia no jornal, o cara escrevendo a matéria no computador, uma impressora gigante imprimindo folhas. Os conhecidos no seu enterro.
Bergamota não pensava, ele agia. Dizia que tinha um motor na ponta do pé. Uma máquina que faz andar. Era o piloto. O carro era um brinquedo, assim como um 38 para um guri de 6 anos.
O carro pulava e os dois conversavam calmamente sobre diversos assuntos envolvendo sexo, putaria, música, a cidade, as pessoas, psicologia, astronomia, política, religião, família.
Chapados até o fim vieram a Novo Hamburgo e voltaram a São Leopoldo. Passaram novamente pela Independência e voltaram para Novo Hamburgo. Então, estavam pela 1º de março, e ao lado da loja Móveis Líder “os porcos” (brigada militar) atacando. Tiveram sorte; passaram reto, e Mosquito com um baseado aceso na mão. Bergamota e Mosquito filosofaram, até que foram embora. A noite havia acabado.

quinta-feira, 23 de maio de 2002

Divagando em 23 de maio

Puta, e agora...
A inspiração sumiu. Que que eu vo fazê?
Pra começá, não me acho muita coisa, mas quero continuar escrevendo,
apesar de que to pensando que chega um ponto em que as coisas começam
a girar, dai é perigoso, ou seja, fica redundante o negócio.
Então, se começar colocar muita bosta, espero que meus amigos, que tem
liberdade para detonar comigo, se manifestem. Caso não queiram, tudo
bem, afinal de contas lê isso quem qué. Mas, também tem o fato de que
eu quero que leiam isso aqui. Tá, mas sem chegar a conclusão alguma vou
puxar outro assunto: "o Deus infinito"

Uma das melhores explicações é a de que Deus seja infinito.
Deus é a divisão por zero, ou seja, qualquer divisão por zero tende ao
infinito.
A vida é uma progressão de dias vividos que tende a morte até chegar lá.
Matemática é alguma coisa em que quando se chega a um determinado conhe-
cimento que se pode até filosofar com ela -por isso, existem tantos
matemáticos, físicos, engenheiros, técnicos eletrônicos, e afins que são
tão malucos (e estão soltos por ai).

Detalhe: eu, tu, ele (nós, vós, eles) morreremos todos amanhã, ou depois
de amanhã, ou em outro depois de amanhã. Haverá o dia em que não vamos
mais acordar.

O que impede a nós fazermos o que quisermos?
Hum... limites, somos limitados. Limites existem em todas as formas,
maneiras e jeitos possíveis. Digamos, por exemplo: limite físico.

Tá, chega de filosofar. Vamos só pensar alguma coisa, talvez...
Talvez tu já esteja sem saco de ler isso e tá preocupado com alguma
coisa. Só deu uma olhadinha por cima e não quer pensar, tudo bem...
O teu subconsciente tem que captar alguma coisa. Somos seres manipula-
dores-manipulados que aceitam idéias motivadas por uma repetição infer-
nal de palavras, ou versos simples que não querem mais fugir da sua
cabeça.

Expor idéias, o problema de aprofundar para dar um sentido e expressar
sem ofender, parecer uma lógica aceitável mediante a visão de qualquer
ser pensante leitor.
Isso não é tão fácil, sempre temos que limitar para expor idéias.
Se soubessemos passar a idéia pura sem precisar pensar em como fazer
a apresentação, em como formular a coisa seria mais fácil.
Conversa é melhor coisa para passar coisas, o problema é que conversa
não se registra e é fácil de esquecer. Se pensa e escreve, isso é um
registro que fica e pode ser consultado. É bom esse negócio de escrever.

Quando estou com muitos pensamentos redundantes, os escrevo e eles param
de ficar redundando na cabeça e dão numa espécie de vácuo onde a ferti-
lidade se encarrega de criar novos pensamentos que vão redundar até que
sejam passados para o papel. Dai, parece que quando os releios tenho, no
estoque cerebral, uma réplica identica à escrita.

Já ouvi algumas vezes umas musiquinhas no ônibus que pareciam que não
iriam jamais abandonar a minha cabeça. Já ouvi coisas que, apesar de
não apreciar, reproduzia cantando sem ter consciência do que estava
fazendo. Isso é como lavagem cerebral. É como bordão de novela:
"Tô certo ou tô errado".

Essas coisas poluidoras de cérebros. É isso: temos venemo impregnado nos
pensamentos manipulados por uma mídia unificadora mental. Se você não
sabe o que está na mídia, automaticamente, está por fora. Buscamos a mí-
dia para saber o que se passa para não sermos excluidos da presença de
outras pessoas. Quantas pessoas você conhece?
Talvez, nem você saiba quem você é.

Então tá, eu vou acordar para realidade. Vou tomar meu café, trabalhar,
estudar, tomar banho e dormir. Pra quê? É pra isso. Não. Temos que ten-
tar nos habituar a melhorar sempre pra viver mais para poder tomar café,
trabalhar, estudar, tomar banho, fazer sexo, dormir e etc..